Monstera grimpant sur un tuteur en mousse, avec des racines aériennes qui s'y accrochent.

Raízes aéreas: cortar ou manter?

🌱 Conselhos

🌿 Compreender

🌿 Em resumo

Estas raízes que escapam do caule e se projetam no vazio despertam muitas vezes a curiosidade. Não se preocupe: as raízes aéreas são perfeitamente normais e um sinal de boa saúde. Na esmagadora maioria dos casos, é preferível mantê-las — e, se quiser, orientá-las de forma harmoniosa em vez de as cortar.

Descobrimo-las certa manhã, um pouco surpreendidos: raízes curiosas que saem do caule, se alongam no ar e parecem procurar alguma coisa. Será motivo para preocupação? Devemos cortá-las? Devemos colocá-las dentro do vaso? Estas raízes aéreas, muito frequentes nas plantas trepadeiras, não têm nada de anormal — pelo contrário. Eis o que são, para que servem e como decidir tranquilamente se as deve manter ou não.


O que é uma raiz aérea

Como o nome indica, são raízes que crescem fora do solo, ao ar livre, diretamente no caule da planta. Longe de serem um defeito, desempenham uma função muito específica, herdada do modo de vida destas plantas na natureza.

No seu habitat de origem, a maioria das plantas que as produzem são trepadeiras: crescem junto à base das árvores e sobem ao longo dos troncos para procurar a luz. As raízes aéreas são as suas ferramentas de escalada. Fixam-se à casca, ancoram o caule ao suporte e permitem que a planta suba cada vez mais alto.

Também têm uma segunda função: captar humidade e alguns nutrientes do ar circundante e daquilo com que entram em contacto. Na humidade de uma floresta tropical, estas raízes contribuem para a alimentação da planta, em complemento das raízes do solo. São, portanto, órgãos úteis, não excrescências supérfluas.

Grande plano de raízes aéreas espessas a emergirem do caule de uma Monstera.
Firmes e acastanhadas, as raízes aéreas surgem diretamente do caule, prontas a fixar-se.

🌿 A reter

Uma raiz aérea não é sinal de um problema. É um órgão natural de fixação e absorção, típico das plantas trepadeiras e, na maioria das vezes, sinal de uma planta vigorosa que procura crescer.


Porque é que a minha planta as desenvolve

Se a sua planta desenvolver raízes aéreas, geralmente é uma boa notícia: sente-se suficientemente bem para querer trepar e expandir-se. Vários fatores favorecem o seu aparecimento, todos bastante tranquilizadores.

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Uma planta cheia de vitalidade

As raízes aéreas aparecem sobretudo em plantas vigorosas, em pleno crescimento. A sua presença é, na maioria das vezes, sinal de uma planta saudável que procura naturalmente desenvolver-se.

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O instinto de trepar

Nas plantas trepadeiras, produzir estas raízes é um reflexo natural: procuram um suporte onde se possam fixar. Uma planta que sobe ao longo de um tutor desenvolve naturalmente mais raízes.

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Uma boa humidade

Uma atmosfera húmida incentiva a planta a desenvolver raízes aéreas, prontas a captar a humidade do ar. Isto é frequente em interiores onde as plantas tropicais se sentem bem.

Em suma, o aparecimento destas raízes não é motivo para alarme: é o comportamento normal de uma planta que cresce em boas condições. Em vez de as considerar um problema a resolver, é preferível vê-las como um sinal de uma planta saudável, que manifesta a sua natureza trepadora.


É preciso cortá-las?

Esta é a grande questão, e na maioria dos casos a resposta é simples: não, não é necessário cortá-las. Uma raiz aérea não prejudica a planta, e removê-la não traz qualquer benefício para a sua saúde. Trata-se sobretudo de uma questão estética e de preferência pessoal.

Dito isto, se uma raiz o incomodar realmente — por ser demasiado longa, estar mal posicionada ou ser invasiva — é possível cortar uma de vez em quando sem perigo, desde que utilize uma ferramenta limpa e não retire muitas de uma só vez. A planta suportará isso sem problema, mas tenha em mente que provavelmente voltará a produzir outras: faz parte da sua natureza.

Mão a segurar uma tesoura de poda limpa junto a uma raiz aérea, hesitante em cortá-la.
É possível cortar uma raiz incómoda com uma ferramenta limpa — mas raramente é necessário.

⚠️ A não confundir

Uma raiz aérea é firme, verde ou acastanhada, e aponta para o exterior. Se uma «raiz» estiver mole, translúcida ou tiver mau cheiro, trata-se de outra coisa — frequentemente, de um problema ao nível do substrato, que deve ser analisado separadamente.

A melhor abordagem é, portanto, deixá-las tranquilas quando não incomodam e intervir apenas com moderação se a estética o exigir. Cortar sistematicamente todas as raízes aéreas seria um trabalho interminável e privaria a planta de uma das suas características naturais.


O que fazer com estas raízes

Em vez de as cortar, pode valorizá-las ou conduzi-las. Consoante o efeito pretendido, existem várias opções, todas respeitadoras da planta.

Orientá-las num tutor

A solução mais elegante consiste em instalar um tutor, frequentemente revestido de fibra ou musgo, e orientar para ele as raízes aéreas. Estas fixam-se ao tutor, sustentam a planta trepadora e conferem-lhe uma forma vertical muito elegante. É a maneira mais natural de acompanhar uma planta trepadora.

Mãos a orientar uma raiz aérea de Monstera num tutor de musgo.
Encostada à fibra de coco do tutor, a raiz aérea fixa-se e sustenta a planta.

Fazê-las entrar no vaso

As raízes aéreas próximas do substrato podem ser suavemente direcionadas para o vaso, onde acabarão por criar raízes. O momento ideal para o fazer é durante um transplante; o nosso guia para transplantar explica qual é a altura certa e o método adequado.

Deixá-las crescer

Nada o obriga a intervir: muitas pessoas apreciam o aspeto selvagem e gráfico das raízes aéreas que crescem livremente. Deixadas como estão, numa atmosfera ligeiramente húmida, contribuem para o encanto algo tropical da planta.

💡 A pequena mais-valia

Nebulizar de vez em quando as raízes aéreas faz-lhes muito bem e mantém-nas flexíveis e verdes, sobretudo em interiores com ar seco.


As plantas em causa

As raízes aéreas são sobretudo características das plantas trepadeiras tropicais, que, na natureza, crescem ao longo dos troncos. Se tiver uma delas, o seu aparecimento é perfeitamente esperado.

Planta O que é preciso saber
Monstera Grande produtora de raízes aéreas espessas, adora trepar por um tutor.
Filodendro trepador Desenvolve numerosas raízes ao longo dos caules e adapta-se muito bem a um suporte.
Pothos Produz pequenas raízes aéreas junto aos nós, que lhe permitem fixar-se um pouco por toda a parte.
Orquídeas As suas raízes aéreas carnudas e verdes são normais e fazem parte do seu desenvolvimento.
Pothos com longos caules pendentes e pequenas raízes aéreas nos nós.
No Pothos, surgem pequenas raízes aéreas nos nós, ao longo dos caules.

Todas estas plantas partilham o mesmo modo de vida trepador, e as suas raízes aéreas são a sua expressão direta. Longe de serem um problema, fazem parte do seu encanto e do seu funcionamento. Compreendê-las é acompanhar melhor as suas plantas — e deixar de se preocupar ao ver estas raízes curiosas que, na realidade, só querem cumprir a sua função.


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Perguntas frequentes

Não, não é necessário: não prejudicam a planta e podem simplesmente ser mantidas ou orientadas.

Servem para se fixarem a um suporte e treparem, além de captarem alguma humidade e nutrientes do ar.

É normal e é um bom sinal: estando em plena forma, procura naturalmente um suporte para trepar, tal como acontece na natureza.

Não é indispensável; a nebulização regular basta para as manter flexíveis e verdes num ambiente seco.

Sim, as que estão próximas do substrato podem ser orientadas para o vaso, onde acabam por criar raízes.


Bem acompanhado

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